15/11/2017

Cruzamento de médias é sinal de compra ou venda?


Um dos padrões mais populares da Análise Técnica é o cruzamento de duas médias. Compre quando a média curta cruzar acima da longa; venda quando a média curta cruzar abaixo da longa. O cruzamento é interpretado como uma sinalização de força ou momentum do preço.

No Ichimoku o cruzamento das médias Tenkan (9 períodos) e Kijun (26 períodos) também é uma regra popular de compra e venda. Porém, devido à fórmula de cálculo das médias Ichimoku (baseado nos preços máximos e mínimos) a ocorrência de “falsos cruzamentos” é maior que nas médias convencionais (baseadas no preço de fechamento). É frequente a repentina mudança de direção devido à exclusão ou inclusão de fortes máximas ou mínimas no cálculo da média. Em muitos casos o cruzamento não representa a força e direção do movimento do preço atual.

pregão do minicontrato Ibovespa desta terça-feira, 13 de novembro de 2017, apresentou 7 cruzamentos das médias Tenkan e Kijun no gráfico de 2 minutos. Veja abaixo, os gráficos e respectivos comentários. Para o DayTrade também utilizo o gráfico de 10 minutos, mas para ser mais didático, a análise será restrita ao gráfico de 2 minutos. O cruzamento das médias SenkouA e SenkouB também importa, mas será abordado em um “post” futuro.

Veja o post completo e os próximos posts em https://www.ichimokutraders.com/blog

08/11/2017


É prática comum operar com dois ou mais tempos gráficos. No daytrade utilizo os gráficos de 2 e 10 minutos, respectivamente o gráfico principal e secundário. No swingtrade utilizo semanal, diário e 60 minutos. A razão entre estes tempos gráficos é de aproximadamente 5. No Ichimoku esta proporcionalidade é observada no sincronismo de suportes e resistências entre os diferentes tempos gráficos. Veja na tabela abaixo as principais diferenças entre o gráfico principal e secundário (daytrade).









Apesar da dificuldade inicial de harmonizar a sinalização de 2 gráficos (mais informações e possíveis conflitos), o gráfico secundário é um importante filtro para as sinalizações do gráfico principal. Geralmente o processo é “bottom-up”: a primeira sinalização é do gráfico de 2 minutos. Porém em alguns casos (padrão de agressão, rompimento da nuvem secundária e figuras clássicas) o gráfico secundário pode dar o primeiro e mais relevante sinal de entrada em uma operação (processo “top-down”).
O pregão de terça-feira, 7 de novembro, abriu com GAP de baixa , rompeu abaixo da nuvem do gráfico de 10 minutos e iniciou um forte movimento de baixa. Neste movimento as principais sinalizações de venda ocorreram primeiramente no gráfico secundário (10 minutos).


WINZ17 – pregão de 07 de novembro de 2017 (gráfico de 10 minutos)

A primeira sinalização de venda ocorreu logo após o rompimento da nuvem. Depois da formação de 3 candles de equilíbrio (“spinning tops” e “dojis”),  um candle baixista sinalizou a venda.
A segunda sinalização de venda foi a formação da figura “bandeira de baixa”. A “bandeira” começou e terminou com um candle de “agressão”. O rompimento do suporte da “bandeira” (outro candle de “agressão”) sinalizou a venda.
Estes exemplos mostram que não existe uma sequência pré-definida para analisar os gráficos principal e secundário: primeiro o gráfico de 2 minutos e depois o gráfico de 10 minutos (“bottom-up”) ou vice-versa (“top-down”).

Quem veio primeiro? O ovo ou a galinha? Resposta do grafista: pode ser o ovo e também pode ser a galinha!

01/11/2017

O específico deve prevalecer sobre o geral


Em vez de tentar prever o futuro, o trader deve utilizar os seus recursos técnicos para avaliar o presente. A Análise Técnica provê um conjunto de regras e setups que ajudam a avaliar a oportunidade de entrada em uma operação. Mas o grafista não pode ser um mero seguidor de regras; há muitas exceções. O grafista deve avaliar a qualidade ou a importância de cada sinal, dentro de um contexto específico.

O pregão do mini-índice da sexta, 27 de outubro, apresentou uma grande oportunidade de operação de venda, mas com sinalizações a favor e contra a entrada.

O setup de “agressão” é um importante sinal de entrada, mas não é condição suficiente. No caso de uma venda, o rompimento simultâneo de um suporte é uma condição que fortalece a “agressão”. Mas neste caso os suportes definidos por fundos anteriores estão logo abaixo do candle de “agressão” e sinalizam um obstáculo para a venda. Então temos que buscar outras sinalizações de força vendedora capaz de romper estes suportes.

A figura clássica ombro-cabeça-ombro (OCO) é um forte padrão de reversão de um movimento de alta. Pode ser difícil reconhecer este padrão observando apenas os candles. No Ichimoku a linha Chikou, por sua simplicidade (gráfico de linha), pode ser utilizada para a observação de formação de figuras clássicas como o OCO. Na Chikou fica evidente a formação ombro-cabeça-ombro, assim como na imagem das montanhas Dolomitas, em um dia sem nuvens (figura). Observe que o contexto em que aparece o OCO é significativo; ocorre na área de resistência representada pela nuvem Ichimoku.

Outra condição que reforça a entrada na venda é que a “agressão” próxima a uma área de equilíbrio (nuvem ou médias) pode significar o início de uma perna de baixa e por tanto a possibilidade de um retorno expressivo. O candle de “agressão” rompe abaixo de ambas as médias Tenkan e Kijun. O intervalo entre as médias também representa uma área de equilíbrio, que forma o que podemos chamar de “nuvem secundária”. Entretanto, o fato de que elas estão invertidas (em um movimento de baixa, a média curta Tenkan deve estar abaixo da média longa Kijun) é menos relevante que o seu rompimento.

A “agressão” ocorreu na abertura da Bovespa (mercado de ações) o que significa um potencial aumento da volatilidade. Com o aumento do risco, o potencial retorno também tem que aumentar. Na dúvida evite operar neste período.

Frequentemente existem prós- e- contras nas sinalizações de entrada em uma operação. As regras gerais servem como um guia para uma avaliação geral, mas é a avaliação específica que deve prevalecer. A qualidade e a rapidez (necessária!) desta avaliação só podem ser desenvolvidas com muito treino (utilize o simulador de pregões) e com a prática real do dia-a-dia.


(Veja o vídeo)


26/10/2017

Gerenciamento da Saída da Operação

Um bom trade começa com uma boa entrada, mas tão importante quanto a entrada é a saída da operação. Você pode acertar na entrada, mas se errar na saída, pode devolver o ganho ou até ter prejuízo. Quando o preço mostra forte tendência existe a oportunidade de um ganho acima da média, mas é preciso técnica e paciência para não sair de forma precipitada e lamentar a oportunidade perdida.

A saída de uma compra pode ser alertada pelo rompimento de um suporte. Em uma forte tendência de alta, a principal referência de suporte é a média Tenkan. Mas quando o preço está distante da Tenkan a sinalização de saída pode ser uma figura de reversão do Candlestick. Não confunda figura de reversão com candle de equilíbrio ou indecisão, que geralmente representa uma saudável (para a continuidade da tendência) realização de lucro. Outra referência importante são os fundos formados durante o movimento de alta. A opção de saída automática pelo Stop Gain (ou Take Profit) também é válida, mas pode limitar o ganho.

Diferentemente da entrada, a decisão da saída envolve maior pressão emocional. Quando a operação está dando certo, sentimos o medo de devolver o que já ganhamos. Esta questão psicológica é o maior obstáculo para obter ganhos realmente expressivos. Em uma estratégia seguidora de tendência são estes ganhos que vão compensar as perdas e fazer toda a diferença.

O pregão do mini-índice de 3 de outubro foi caracterizado por forte movimento de alta caracterizado por termômetros altistas nos gráficos de 10 e 2 minutos. O setup de “Agressão” alertou duas excelentes oportunidades de entrada, mas foi o gerenciamento da saída que determinou o sucesso das operações. Veja o vídeo.


12/01/2016

Agressão? Só no DayTrade!


O Ichimoku é baseado em 3 fundamentos da Análise Técnica: tendência, suporte&resistência e momentum. Para quem opera DayTrade, o momentum é particularmente importante como sinalização de entrada na operação. O momentum pode ser observado através do movimento das médias Tenkan e Kijun (cruzamento e inclinação) e também pelo rompimento de suportes e resistências.

Mas também pode ser observado e geralmente com alguma antecedência, pelo movimento definido pelo corpo do candle. A figura identificada pelo nome de “marubozu” é um bom exemplo de padrão de momentum. Peguei carona no “marubozu” e defini uma regra para identificar o momentum baseado apenas no corpo do candle. O momentum (de alta ou de baixa) ocorre quando o corpo atual é maior que 2 vezes a média dos últimos 9 candles (usei o período da Tenkan). Este momentum identificado por um único candle também pode ser chamado de “agressão”. Ele representa a tentativa de um “player” relevante (“tubarão”?) de iniciar um movimento (ou “perna”) de alta ou de baixa.

A sinalização de saída da operação depende da força da tendência. Se a tendência for forte, seja agressivo, procure manter a posição até o StopGain, ou até ocorrer uma forte sinalização de inversão da tendência. Se a tendência for fraca seja mais conservador, realize se o lucro já for significativo ou se ocorrer qualquer sinal contrário à tendência. A tendência é forte quando o Ichimoku é altista ou baixista nos 2 gráficos, caso contrário considere a saída conservadora.
O primeiro pregão do ano (WDOG16) foi bastante movimentado e também um ótimo exemplo de entradas baseadas na “agressão” e saídas baseadas na força da tendência. Veja o vídeo.